(pintura de Portinari)
vou ainda existindo, como pedacinhos de coisas que voam janela afora e às vezes invadem os olhos, cisco ou coisa que o valha, mas cisco deveras é coisa que muito vale, ouvi dizer...vem das estrelas...tudo vem afinal...
esse jeito de explicar tudo miudinho que nem pão saído do forno e vai esmigalhar na tábua da mesa daqui a pouco... a vó vai contar umas coisas e rir com umas charadas de invenção e a meninaiada em roda dela rindo de imitação e de umas cosquinhas que essas coisas que vó diz na poeirinha da tarde enquanto junta as migalhinhas de bolo e pão que sobrou na toalha de mesa, passando a faca assim calmazinha...assim, os pedacinhos...

Juca
ResponderExcluirNão conhecia o quadro de Portinari.
As migalhas de pão também lembram minha vó, que dizia sempre sobre o pãozinho da minha infância que pão bom era o francês, que não soltava migalhas. "Sens amiette", pão dos reis. Papai me contou mais tarde. Quando primeiro comi um pão na França, lembrei-me dela olhando aquele pão real sem farelos e sem ternura.
Que prazer ler seus escritos.
Farelo juntado, nunca rejeitado, 'inda rendia, migalhas ao vento, muita ciscada de pintinho novo de quintais, varandas, alpendres e janelas... por aí... e as avós... o açúcar,o afeto...
ResponderExcluirJuca,
ResponderExcluirSuas palavras sobre o farelo são para acabar com todas as outras que falam sobre a matéria.
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